Brasil: O crescimento do póquer no país do futebol

caio_pessagno_ps_blog

Foto: Caio Pessagno

Gostaria de vos falar de uma coisa que me está a deixar bastante feliz, enquanto jogador profissional de póquer: o crescimento do póquer no Brasil.

Nos últimos anos temos vindo a assistir a inúmeros acontecimentos que mostram que o póquer está a crescer no Brasil, país que me é muito querido.

O tema “póquer” está cada vez mais presente nos media e está a ser tratado da forma correcta, ou seja, está a ser encarado como um desporto e não como um jogo.

Muitas das ideias pré-concebidas foram ultrapassadas e o número de torneios tem vindo a crescer, agora com o aval do Ministro Brasileiro do Desporto, que reconheceu o póquer como um “desporto mental”.

E tudo isto reforçado pelo aparecimento de um leque de jogadores que tem defendido muito bem as cores brasileiras, tanto ao vivo como online.

O último LAPT (Latin American Poker Tour) brasileiro, em São Paulo, no passado mês de Abril, foi uma prova do crescimento e da força do póquer no Brasil.

O evento principal contou com 750 jogadores, um grande nível técnico e excelentes prémios. A mesa final foi marcada por grandes jogadores, como André Akkari e Léo Fernandez, ambos da Team PokerStars Pro, para além de outros grandes jogadores brasileiros.

Mas, entre todos os jogadores, houve um que se destacou. O seu nome? Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido por Ronaldo, “O Fenómeno”. Sim, o ex-jogador de futebol, que foi eleito o melhor jogador do mundo por três vezes, o melhor marcador da história dos campeonatos do mundo e o terror de todos os defesas.

Esta foi a sua primeira participação em torneios como estrela da Team PokerStars SportStar.

O Ronaldo é um dos grandes ídolos do Brasil, não só pelo seu sucesso, mas também pela sua capacidade de superar as lesões, o que aliás culminou numa exibição memorável no Campeonato do Mundo de 2002, em que levou o Brasil à conquista do seu quinto campeonato (caso não se lembrem, o Brasil é a única selecção com cinco títulos mundiais).

O facto de uma estrela do desporto como Ronaldo estar agora a representar o póquer, traz ainda mais credibilidade a este desporto no Brasil. Muito obrigado ao Fenómeno!

Com este crescimento, tenho a certeza que o Brasil será cada vez mais atractivo para todos os jogadores do mundo, especialmente porque temos aquilo que muitos deles procuram: grandes torneios e um cenário espectacular.

Para além das etapas do LAPT, gostaria também de destacar dois grandes eventos que se realizam no Brasil. Em primeiro lugar, o BSOP – Brazilian Series of Poker, patrocinado pela PokerStars.

Este é um dos maiores torneios da América Latina e todos os anos conta com mais jogadores. Só para terem uma ideia, o evento principal da última eliminatória do BSOP de 2012 teve a participação de 1612 jogadores, o segundo maior “campo de póquer” jamais visto fora dos Estados Unidos. É sem dúvida impressionante.

E há mais, é possível ganhar passes completos para o evento através de torneios satélites diários, oferecidos pela PokerStars.

O segundo grande evento chama-se MasterMindas e é mais do que uma apenas uma série de torneios. O MasterMindas oferece desafios, palestras, cursos e sessões de treino ao vivo. Na última edição, participei num mano-a-mano contra Nacho Barbero, da Team PokerStars Pro, e precisei de sorte para vencer.

Depois de me ter juntado à PokerStars Team Online, comecei a frequentar mais eventos ao vivo.

Estes jogos ao vivo são muito diferentes dos jogos online e admito que, algumas vezes, fico um pouco impaciente quando estou a jogar ao vivo.

Sendo um jogador online, habituado a jogar múltiplos jogos em simutâneo, por vezes, fico demasiado agressivo, mas estou a trabalhar para colmatar essa falha.

Ainda assim, estou satisfeito com a minha prestação nos meus últimos cinco torneios ao vivo, embora continue à espera de uma grande vitória.

E enquanto espero que isso aconteça, continuo a jogar online na PokerStars. Brevemente irei disputar um título numa das muitas e fantásticas cidades brasileiras.

Foto e texto: Caio Pessagno | Edição: Luís Barros

Categoria:Análises

Etiquetas:

Um comentário

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigo por: Luís Barros