Cartões multibanco estão 28% mais caros

As anuidades dos cartões multibanco têm vindo a aumentar de forma “descontrolada”, segundo apurou a DECO num estudo que concluiu que, em apenas um ano, os bancos aumentaram os preços em 28%.

Os bancos cobram, em média, 15,17 euros pela anuidade de um cartão de débito, o que representa mais 28% do que há um ano.

As contas foram feitas pela DECO, que analisou 17 entidades financeiras, comparando os preços praticados actualmente com aqueles que eram cobrados há sete anos.

Entre 2015 e 2016, fala-se de um “aumento que ultrapassa em 56 vezes a subida da inflação“, sublinha a DECO, reforçando que o aumento é superior a 120% em relação a 2009.

Segundo a DECO, o banco “recordista” nos preços dos cartões multibanco é o Deutsche Bank, que tem a anuidade mais cara.

O banco alemão passou o valor de 10,4 euros, em 2015, para 26 euros, o que representa “um aumento de 150%“, frisa a Associação de Defesa do Consumidor. Em 2009, o Deutsche Bank cobrava apenas sete euros.

Maiores bancos dentro da média

“Considerando apenas os cinco bancos com maior quota de mercado (BPI, Novo Banco, Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP e Santander Totta), a média das anuidades atinge os 16,94 euros, tendo os consumidores despendido mais 10% do que no ano passado”, sublinha a DECO.

No Banco Popular, no BBVA e no Crédito Agrícola o aumento foi de 50%, destaca a associação.

Na CGD,  a anuidade ronda os 18,72 euros, enquanto no Millennium BCP e no Novo Banco é de 17,68 euros.

O Banco BiG cobra a comissão mais baixa, de 7,80 euros, o mesmo valor que era cobrado há sete anos.

No extremo oposto, o ActivoBank e o Banco CTT fornecem aos seus clientes o cartão de débito de forma gratuita.

Bancos à procura de receitas

O economista da DECO Proteste, Nuno Rico, explica ao Diário de Notícias que “a única justificação” para o aumento de preços nas anuidades dos bancos “é a procura de receita” para compensar a quebra nos dividendos verificada por causa da “descida acentuada das taxas de juro“.

A DECO considera que estes “aumentos sucessivos” ocorrem “de forma descontrolada”, o que entende ser um alerta que “comprova e reforça a necessidade de impor limites ao custo das anuidades dos cartões de débito”.

Assim, a associação apela à intervenção do Banco de Portugal e dos partidos com assento no Parlamento.

ZAP

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