A Coca-Cola oferece 1 milhão de dólares a quem acabar com o açúcar

Henry Hargreaves

Pirulito de Coca-Cola: “estranho, com uma textura quase como lava”

Um milhão de dólares, ou 850 mil euros – é o que a Coca-Cola paga a quem a ajudar a superar um dos seus maiores problemas: o açúcar. O desafio foi anunciado a semana passada em comunicado no site oficial da empresa.

A Coca-Cola diz que o concurso é um apelo a que investigadores e cientistas tentem encontrar um “composto de origem natural, seguro e com baixa ou nenhuma caloria, que crie a sensação de gosto de açúcar quando usado em bebidas e alimentos”.

O site do desafio The Coca-Cola Company Sweetener Challenge realça que o composto a criar não pode ser “à base de stevia, nem extraído de uma espécie de planta protegida”.

O prazo de envio de propostas termina no dia 18 de janeiro de 2018. A 21 de fevereiro, a marca vai anunciar os dez semifinalistas. Posteriormente, a 11 de abril, serão revelados os três finalistas, e o vencedor será conhecido no dia 3 de outubro de 2018.

Esta hercúlea tarefa é um dos maiores problemas enfrentados pela indústria alimentar, que movimenta anualmente mais de 4 biliões de euros.

De acordo com a Quartz, as pesquisas de mercado mostram que actualmente os norte-americanos consomem 15% menos refrigerantes do que há 15 anos, principalmente por causa de preocupações com a saúde. Tanto as vendas da Coca-Cola como da sua maior rival, a Pepsi, estão em queda nos últimos dez anos no país.

Mas nem todos partilham do entusiasmo que o prémio gerou na comunidade científica. “Achei o valor do prémio um pouco baixo”, diz em entrevista à Quartz Ross Colbert, analista de bebidas da multinacional financeira Rabobank. “Acredito que quem conseguir encontrar a solução pode facilmente ganhar milhões com isso“.

“Que uma empresa como a Coca-Cola tenha recorrido a um concurso público como este mostra bem a pressão a que a indústria dos refrigerantes tem estado submetida nos últimos anos”, diz Colber. “Mas encontrar um substituto saudável para o açúcar é algo como procurar o Santo Graal.”

A associação das bebidas açucaradas a problemas de saúde como a diabetes estão a mudar os hábitos dos consumidores. Com efeito, tem havido não apenas uma tendência de troca dos refrigerantes por outro tipo de bebidas – por exemplo, água – como há um cada vez maior apoio dos contribuintes a medidas de taxação das bebidas açucaradas.

ZAP // Ciberia

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