Consumidores pagam por azeite extra que afinal é só virgem

A associação de defesa dos consumidores Deco encontrou quatro amostras de azeite que estavam rotulados como “virgem extra”, mas que afinal eram “virgem”, significando que o consumidor está a pagar mais por um produto que vale menos.

Esta é uma das conclusões de uma avaliação feita pela Deco a 26 amostras de azeite rotulado como “virgem extra”, incluindo amostras de origem biológica e de denominação de origem protegida.

“No estudo a 26 azeites virgem extra, tal como anunciado no rótulo, detetámos quatro amostras não conformes, ou seja, que afinal pertencem à denominação “virgem”.

“Não se trata de uma questão reservada aos puristas, mas algo que se reflete na qualidade e no próprio preço”, refere a Deco, explicando que os azeite “virgem” são de categoria inferior relativamente aos “virgem extra”. .

A associação adianta que os consumidores estão a pagar a mais por produtos rotulados como azeite “virgem extra”, mas que, na realidade, são apena “virgem”.

Nesse sentido, a Deco sublinha que é “preciso ter um maior cuidado antes de proceder ao embalamento deste produto, ou seja, ter a certeza de que se trata de um azeite virgem extra que se manterá com qualidade ao longo do tempo”.

A Deco indica que já informou a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) dos resultados do estudo, que está atenta a este setor.

As análises realizadas descartam a hipótese de fraude, uma evolução face ao teste anterior, que detetou uma marca que misturou outros óleos vegetais refinados que não o originário da azeitona.

Quanto à acidez, nenhuma amostra ultrapassa o limite legal estabelecido para a categoria “virgem extra”.

O estudo da Deco detetou também que todas as marcas avaliadas estavam abaixo do limite geral estabelecido em relação à oxidação, considerando a associação que são “precisos cuidados redobrado durante a colheita e o armazenamento da azeitona”.

A Deco refere igualmente que “é preciso maior cuidado com a qualidade das azeitonas selecionadas”.

Segundo associação de defesa dos consumidores, os rótulos, em geral, estão corretos, mas “ficam-se pelo que se encontra legislado”, sendo possível implementar “grandes melhorias, incluindo informação nutricional detalhada, menção da variedade de azeitona, conselhos sobre o melhor uso do azeite e data de embalamento ou produção”.

A Deco considera que estas informações nos rótulos são úteis para os consumidores.

/Lusa

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