Consumo de carne vermelha pode aumentar em 80% os gases de efeito de estufa

Escarpin / Flickr

Cientistas ingleses aconselham um consumo de carne moderado

Os gases de efeito de estufa provenientes da produção de alimentos podem vir a aumentar em cerca de 80% caso o consumo de carne continue a aumentar, provocando falta de alimentos em 2050.

O alerta surge por parte de uma equipa de cientistas ingleses, que aconselham os amantes de carne vermelha a trocarem os hambúrgueres e os bifes por uma dieta mais rica em vegetais, a fim de ajudar a prevenir as alterações climáticas.

Investigadores das universidades de Aberdeen e Cambridge realizaram, em conjunto, um estudo para descobrir o que acontecerá se a população mundial continuar a adoptar uma dieta em torno de um consumo excessivo de determinados alimentos, em particular carne e produtos lácteos.

De acordo com o resultado da pesquisa, publicado na revista Nature Climate Change, se esta tendência se mantiver, os níveis previstos para o total de emissões de gases de efeito de estufa podem aumentar em mais de 80% dentro de 35 anos. Nessa altura, a garantia de alimentos para toda a população mundial pode estar em causa.

Tendo em conta o aumento da população, que se estima chegar a cerca de 10 mil milhões em 2050, e a crescente tendência por dietas centradas no consumo de carne, torna-se impossível que a produção agrícola responda às necessidades – não esquecer que é preciso alimentar os animais.

Com base nos dados recolhidos pelo estudo, daqui a 35 anos não só a área cultivada terá aumentado, mas também o uso de fertilizantes, o que vai originar o desaparecimento de mais de um décimo das florestas tropicais restantes no mundo.

“Este não é um argumento vegetariano radical; antes um argumento sobre consumir carne em quantidades sensatas como parte de uma dieta saudável, equilibrada”, afirmou Keith Richards, investigador da Universidade de Cambridge, que colaborou na investigação.

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O também Pete Smith, professor da Universidade de Aberdeen, alerta para o facto de serem necessárias “algumas mudanças sérias nas tendências de consumo de alimentos” no sentido de “respeitar as metas de emissões que evitam alterações climáticas perigosas”.

E acrescenta: “Temos de repensar o que comemos“.

CG, ZAP

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