Metade dos utilizadores acede à Internet com dispositivo móvel

Alexander Rentsch / Flickr

Mais de metade dos utilizadores (57%) da internet acede à rede fora de casa e do local de trabalho, através de equipamentos portáteis como telemóveis e computadores, revela um inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgado.

O acesso em mobilidade aumentou 19 pontos percentuais (p.p.) no último ano, apresentando-se em 2014 com proporção semelhante à média da UE-28 em 2013, adianta o Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias realizado em 2014.

O telemóvel ou smartphone é o equipamento mais usado pelos utilizadores para aceder à internet em mobilidade (48%), seguido do computador portátil (38%).

O inquérito revela também que 65% dos agregados familiares em Portugal têm ligação à internet em casa, mantendo-se a tendência de crescimento (cerca de mais três pontos percentuais face ao ano anterior e 17 p.p. face a 2009).

O acesso através de banda larga é abrangente a quase todas as famílias com ligação à internet (63%), verificando-se uma diferença de dois pontos percentuais em 2014.

Apesar do crescimento nos últimos anos da utilização de banda larga pelas famílias em Portugal, ainda está distante da média da UE-28 (uma diferença de 14 p.p. em 2013).

Lisboa é a região onde mais famílias têm acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), com 73% com acesso à internet e 72% com acesso em banda larga.

Ainda que em menor grau, também as regiões do Algarve e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira registam níveis de acesso à internet superiores à média nacional, respetivamente com 64%, 69% e 67% para o acesso à internet em banda larga.

No lado oposto, está o Alentejo, onde o acesso à rede pelas famílias é inferior em 10 p.p. à média nacional, com 53% a acederem à internet em banda larga.

Nas famílias com crianças até aos 15 anos, o acesso às TIC supera a média nacional, atingindo atualmente proporções próximas de 90% (87% têm acesso à internet através de banda larga).

Em 2014, 65% das pessoas com idade entre 16 e 74 anos acedem à internet, um aumento de 19 p.p. face a 2009, sendo o grupo etário entre o 16 e os 24 anos o que tem mais utilizadores.

Os dados referem também que 17% dos utilizadores efetuam encomendas através desta rede, um crescimento de 7 p.p. face a 2009, mas ainda muito abaixo da média na UE-28, com uma diferença em mais de 20 pontos percentuais.

A proporção de homens que utiliza computador e internet (69% para ambas as tecnologias) é superior à das mulheres, respetivamente em 7 e 8 p.p. e a prática de comércio eletrónico é também mais frequente nos homens (19%) do que nas mulheres (15%), observa o INE.

Entre as pessoas que utilizaram internet nos três primeiros meses do ano, 26% utilizam espaço de armazenamento nesta rede para guardar ou partilhar ficheiros (computação em nuvem).

Apenas 7% dos utilizadores dos serviços de computação em nuvem indicaram ter pago pela utilização do serviço, refere o inquérito anual, que teve uma amostra de 7.186 agregados domésticos, com pelo menos uma pessoa com idade entre os 16 e os 74 anos.

/Lusa

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