App ou Responsive Design? O salto das empresas para Mobile

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O foco no Mobile First começa a ganhar terreno entre as startups tecnológicas. 45% do tráfico de páginas como a da Ticketbis já provém de tablets e smartphones, mas apenas 20% resulta numa compra.

Os smartphones e os tablets já são parte integrante da vida quotidiana de milhares de portugueses e espanhóis, e, a sua utilização não pára de crescer.

Segundo os dados do estudo da Mobile Commerce 2014 da OBS Online Business School, 14% das compras online realizam-se a partir de um telemóvel ou tablet, mais 280% que em 2012, e já alcançam os 1.290 milhões de euros de facturação.

Segundo um estudo da PayPal e Ipsos, estima-se que para 2015, 33% do total das compras efectuar-se-ão através de dispositivos móveis.

Esta mudança supõe uma oportunidade, e, ao mesmo tempo, um desafio para as empresas, especialmente, para as empresas cujo elevado componente tecnológico lhes exige uma adaptação rápida a esta tendência.

Ao contrário do que se possa pensar, as apps não são a única via para aproximar as empresas dos seus usuários, nem a única forma de adaptar rapidamente os serviços de maneira fácil e acessível a todos os tipos de ecrãs de smartphones.

O responsive design aplicado a um sitio web é muitas vezes a melhor solução, tanto em termos de custos como de utilidade para o usuário final. Regra geral o custo das apps é superior, porque aos gastos de desenvolvimento há que acrescentar os de manutenção e actualização.

O conceito “responsive” não diz respeito apenas a sítios que se podem visualizar correctamente em ecrãs mais pequenos que os de um computador, mas também significa que se pode adaptar perfeitamente o desenho às características próprias de mobile, considerando a usabilidade adaptada às dimensões e leque de possibilidades de cada dispositivo.

Algumas destas características são, por exemplo, a velocidade de carga, ou seja, quanto tempo leva uma página até ser visualisada pelo usuário, ou o dinamismo que varia segundo se simplifique o sítio.

Ander Michelena, Ceo e Co-Founder da Ticketbis assegura que “é necessário uma mudança de mentalidade: já não é suficiente ter um design responsive, o foco deve ser mobile first, um design para mobile que, em segundo lugar, se adapte a PC”.

Ander Michelena
Ander Michelena

App ou adaptação responsive: qual escolher?

“Depende dos objectivos a que se proponham a nível estratégico e de target”, afirma Michelena, “Existem uma série de razões pelas quais uma web responsive adapta-se melhor às necessidades de uma empresa. Entre elas, o facto de que não necessita de ser descarregada e, portanto, tem potencial para chegar a um número maior de utilizadores em menos tempo. Também influi positivamente no posicionamento da página da empresa nos motores de busca, já que, providenciam mais visitas ao site e a sua gestão é mais simples. Por último, o investimento em publicidade é mais barato em mobile, o que representa uma grande oportunidade e vantagem competitiva”, conclui o empreendedor, reconhecendo a importância deste desafio para a sua empresa e que o problema principal na adaptação de um e-commerce a um m-commerce seja a conversão.

Ainda que, de momento, a nível global, apenas 25% das transacções realizadas na Ticketbis se realizem por tablets ou smartphones, aproximadamente 50% do tráfico geral chega de dispositivos móveis.

Tráfego que pode ser convertido em compras melhorando a usabilidade e o design do sítio. Ao ter presença internacional a plataforma responde a comportamentos diferentes segundo o desenvolvimento de cada mercado. Um dos países que está por cima da média é o Japão que alcança 66% de tráfico mobile.

Na Ticketbis a tendência mantém-se sobre a média da web: aproximadamente 45% do tráfego da Ticketbis advem de tablets (12%) e de smartphones (33%), do qual, apenas 20% chega a converter-se em transacção.

O tablet parece ser, ainda que com uma ligeira diferença, o dispositivo favorito do público feminino, enquanto o smartphone do masculino.

Por franjas de idade o tablet é mais usado para a compra de bilhetes por um público mais maduro entre os 35 e os 44 anos, enquanto que os smartphones têm mais êxito entre os jovens, incluindo os targets dos 25 aos 34 anos de idade.

Categoria:AnálisesNotícias

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Artigo por: Luís Barros