Mark Zuckerberg não venderá ações do Facebook até ao próximo ano

Foto: TechnoBuffalo


O CEO e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, não venderá ações da rede social durante os próximos doze meses. A informação foi apresentada, ontem, pela empresa num documento enviado para a Securities and Exchange Commission (SEC), entidade reguladora do mercado americano.

No documento enviado pelo Facebook à SEC pode ler-se que Zuckerberg “não tem intenção de efetuar nenhuma transação” com as ações do Facebook “pelo menos durante doze meses”.

O anúncio foi feito precisamente no dia em que as ações do Facebook caíram 1,82% e alcançaram um novo mínimo histórico, uma vez que na sessão de encerramento do NASDAQ, mercado de ações nova-iorquino, atingiram os 17,73 dólares, segundo informação avançada pelo CNET.

A decisão do CEO da rede social tem como fundamento a redução da quantidade de ações disponíveis no mercado e com base nesse objetivo a empresa divulgou, também, que os seus diretores Marc Andreessen e Donald Graham só venderão ações para cumprirem as suas obrigações fiscais, mas que não têm o intuito de vender os seus títulos pessoais.

Para cumprir os objetivos estabelecidos, a rede social revelou os seus planos no documento enviado à SEC, os quais incluem voltar a comprar 101 milhões de ações, o correspondente a 4% das ações disponíveis. Neste âmbito, os funcionários da empresa que estão impedidos de efetuar a venda das suas ações até dia 14 de novembro poderão, caso o Facebook renuncie à medida anteriormente implementada, ir colocando à venda as ações, a partir de 29 outubro até 14 novembro. De acordo com os valores atuais a empresa gastará cerca de 1.900  milhões de dólares para manter as ações fora do mercado.

Peter Thiel, um dos primeiros investidores do Facebook e Dustin Moskovitz, um dos cofundadores da rede social, venderam, o mês passado, parte das suas ações na empresa.

Os atuais valores das ações da rede social contrastam em muito com os 38 dólares que marcaram o valor de cada ação na estreia do Facebook na bolsa de valores, no mês de maio, valor que no dia da oferta pública inicial (IPO) chegou aos 42 dólares por título.

 

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Artigo por: Andreia Montez