Pneus usados ficam mais caros (e são mais perigosos) que pneus novos

A DECO vai requerer a criação de um quadro legal específico que obrigue à triagem obrigatória dos pneus usados vendidos por considerar que sua venda não contempla a segurança e a qualidade do produto em causa.

Esta é uma das conclusões do estudo elaborado pela Associação Portuguesa para Defesa do Consumidor, sobre a venda de pneus usados em Portugal, que a DECO considera ser “um setor em que os consumidores estão desprotegidos“.

“A possibilidade de adquirir um produto que respeite os critérios de segurança parece ser uma questão de sorte. A aleatoriedade da qualidade e da segurança dos pneus vendidos é total”, refere o estudo da associação.

“Um operador que, hoje, venda pneus que deviam há muito ter sido eliminados das lojas, amanhã poderá vender outros em condições aceitáveis para a sua reutilização”, acrescenta.

Perante estas conclusões, a DECO vai pedir “a criação de um quadro legal específico, como já existe noutros países, protegendo os consumidores, e que obrigue, por exemplo, à triagem obrigatória dos pneus usados vendidos, responsabilize os operadores ou crie a obrigatoriedade da rastreabilidade da origem dos pneus usados à venda”.

A associação vai também exigir às autoridades de segurança e prevenção rodoviárias que “passem a incluir, nos respetivos autos de acidentes de trânsito, informações sobre o estado e, quando possível, sobre a natureza dos pneus utilizados pelas viaturas envolvidas”.

Por fim, é intenção da DECO requerer à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) “que desencadeie medidas visíveis de fiscalização, de modo a que haja um reforço da segurança dos consumidores”.

Fica mais caro comprar pneus usados do que novos

Além do teste à segurança, o estudo da DECO incidiu igualmente sobre a rentabilidade para o consumidor da aquisição de pneus usados e concluiu tratar-se de “um mito”.

Sai mais caro comprar pneus usados do que optar por uns novos”, salienta a associação.

Para a elaboração deste estudo a DECO comprou 89 pneus usados, 50 dos quais apresentavam “falhas graves de segurança que deviam impedir a sua venda”.

A associação verificou que a maioria dos pneus apresentavam um rasto abaixo dos limites legais definidos, estavam furados e não reparados e vários estavam ovalizados – sendo que neste caso alguns não se equilibravam e outros só assentavam meia superfície no pavimento.

Entre os 89 pneus adquiridos, vários apresentavam profundidades desiguais em várias zonas de medição do rasto do mesmo pneu e outros tinham remendos laterais, com rasgões ou com a estrutura metálica visível.

Dezassete tinham mais de dez anos e um par de pneus tinha 19 anos.

/Lusa

1 COMENTÁRIO

  1. Mais um estudo “encomendado”… Mas alguém acredita que é normal comprar pneus usados nessas condições? (deformados/gastos/furados/etc). Não faz qualquer sentido fazer um estudo desta forma. Já comprei pneus usados, já comprei novos e acho que está ela por ela. Cada um tem as suas vantagens, um pneu usado serve sempre para remediar.

  2. Completamente de acordo com este estudo da DECO!!
    Embora, nos últimos tempos eu tenha comprado pneus usados (a amigos/conhecidos e praticamente novos – com menos de dois anos de fabrico), a grande maioria é mesmo lixo!!
    É urgente controlar, principalmente, a idade dos pneus!

  3. Sou utilizador de pneus em 2ª mão, sou eu que os escolho sempre, nunca compro sem olhar para eles e verificar a data de fabrico dos mesmos… acho que em vez de criarem esta “lei” deviam alertar os consumidores de como verificar o bom estado de um pneu usado… prefiro usados de marca, do que novos dos chineses, já tive muitas mas experiências com pneus novos “baratinhos” NUNCA MAIS

  4. ACHO QUE DEVIAM FISCALIZAR MAIS ,POIS JA COMPREI PNEUS RECAUCHUTADOS ! POR NOVOS !! EXISTE FALSIFICAÇAO E NAO EXISTE MEDIDAS CONCRETAS DE CONTROLO !

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