Porto Editora apresenta queixa-crime, Paulo Morais mantém acusações

Teresa Lamas Serra / Facebook

Paulo Morais, presidente da Associação Transparência e Integridade (ATI)

A Porto Editora avançou com uma queixa-crime contra o ex-candidato presidencial Paulo Morais por causa das suas declarações sobre a “cartelização” do mercado de manuais escolares. O ex-vice-presidente da Câmara do Porto reage reafirmando as críticas.

Numa nota enviada à agência Lusa, a Porto Editora alega “prejuízo ao bom nome e reputação da empresa”, realçando que “em causa estão as recorrentes declarações do ex-candidato à Presidência da República associando a editora a esquemas de corrupção envolvendo políticos e de cartelização do mercado de manuais escolares”.

O ex-vice-presidente da Câmara do Porto reage a esta posição reafirmando as suas denúncias.

“Não altero minimamente o que tenho dito, que é que as grandes editoras de manuais escolares em Portugal são verdadeiras sanguessugas das economias familiares, têm um sistema de cartelização de vendas de livros, os livros são caríssimos, as famílias vêem-se e desejam-se para os conseguir pagar”, salienta Paulo Morais à agência Lusa.

O ex-candidato presidencial diz ainda que “há três editoras – Porto Editora, Leya e Santillana – que dominam completamente a política do livro escolar, a política de fixação dos preços do livro escolar, e isto é completamente inadmissível”.

Paulo Morais fala de uma “situação de privilégio absoluto com a conivência de governos, de Parlamentos, de forma que têm o mercado completamente cartelizado”.

As escolas têm de ter bancos de trocas de livros para que as crianças, no fim de cada ano, deixem os livros do ano anterior e recolham os do ano seguinte, à semelhança do que acontece em todos os países da Europa ocidental, à excepção de Portugal”, frisa ainda, considerando que esta medida seria benéfica também, do ponto de vista “ecológico”.

Paulo Morais entende ainda que a queixa da Porto Editora visa, sobretudo, “tentar cercear” a sua “liberdade de expressão”, mas garante que não vai deixar de falar do assunto.

ZAP

1 COMENTÁRIO

  1. pois… Além de que os manuais têm todos diferenças significativas de qualidade. Dessa forma como pode o governo estabelecer ratings entre escolas? é que alunos mal formados dão muito mau resultado.

  2. Penso que a Porto Editora está a dar um tiro no pé. Parece até muito fácil de provar a cartelização. Basta olhar para o preço dos manuais nos ultimos 3/5 anos.

  3. Claro que existe um aproveitamento da situação, se não for cartelização será outra coisa parecida. Não se justifica que um livro escolar tenha os custos que têm quando são vendidos às dezenas de milhares. O Governo deveria pensar em mexer seriamente nisso. Quanto ao processo em tribunal, como tantos outros não vai dar nada e alguns advogados vão ganhar uns cobres

  4. Claro que existe!
    Fiz escola no Reino unido e nunca foi necessário comprar livros. Os livros eram da escola. Só os pagavas, se os estragasses.
    Fiquei abismado qd cheguei a Portugal e me deparei co. Esta afronta às familias no que respeita à educação!

    • A sério?!
      Isso é muito “interessante”, mas eu, em Portugal, também nunca tive que pagar livros escolares!
      Só fica”abismado” quem anda a dormir no mundo…
      De resto, o Dr. Paulo Morais tem toda a razão!…

  5. Força dr. Paulo Morais! Que a voz nunca lhe doa para denunciar esta e outras situações que são autênticos crimes de ” lesa pátria ” !

  6. A Porto editora cometeu um erro, deveria assobiar para o lado porque pode até ganhar em tribunal mas tirando os poucos diretamente interessados no lucro desse negocio ninguém lhe vai dar razão.

  7. Cartelização existe em todos os setores em Portugal… Energia, telecomunicações, supermercados…. Nada de estranhar neste país… Este é mais um setor…. Sr. Paulo Morais não tem que ter receio de denunciar…. Pior são os tugas que sabem coisas e não denunciam ou esperam um frete… Grande Portugal

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