Red Bull afinal não dá asas – mas dá dinheiro

DR Aaron Krabacher / Red Bull

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Poderá ser um choque para si, mas o slogan “Red Bull dá-te asas” é uma grande, enorme, redonda mentira. E a Red Bull vai pagar por isso.

Beber um Red Bull não lhe faz crescer qualquer vestígio de penugem, não o transforma num super-homem ou super-génio. Caso não o tenha percebido, é publicidade enganosa – e a empresa aceitou pagar por isso 13 milhões de dólares, cerca de 10 milhões de euros.

Em 2013, um grupo de cidadãos americanos apresentou uma acção colectiva contra a Red Bull, alegando que a empresa baseava as suas campanhas publicitárias em qualidades da bebida que não eram sustentadas na realidade.

Segundo o Huffington Post, a acção apresentada pelos queixosos, consumidores desiludidos com a bebida, alega que “o Red Bull não tem qualquer efeito na melhoria da performance e da velocidade de reacção”.

“Apesar da falta de qualquer base científica que suporte a ideia de que um Red Bull tenha mais efeito do que um simples café, a empresa persiste em alegar, enganosamente, que o seu produto é uma fonte de ‘energia superior’ que justifica que se pague um preço exorbitante por uma mera dose de cafeína“, argumenta a acção dos queixosos.

A semana passada, o processo foi encerrado com um acordo judicial, no qual a empresa aceita pagar, a qualquer pessoa que tenha tomado um Red Bull nos Estados Unidos entre 1 de janeiro de 2002 e 3 de outubro de 2014, uma indemnização de 10 dólares em dinheiro ou 15 dólares em produtos da marca. Recibo da compra não é necessário.

A Red Bull aceitou o acordo, mas mantém que a sua conduta foi correcta. “Negamos toda e qualquer conduta errada e mantemos que o marketing dos nossos produtos é verdadeiro e rigoroso”, sustenta a empresa na sua defesa.

Mesmo num país onde este tipo de processos é habitual, o desfecho da acção lançou a discussão nas redes sociais.

Infelizmente para os consumidores portugueses, o acordo de indemnização apenas se aplica a cidadãos americanos que tenham consumido Red Bull nos Estados Unidos.

Resta-nos portanto “dar asas” à imaginação e descobrir que marca nacional se poderá ter posto mais a jeito para um processo por publicidade enganosa.

Por exemplo, será que a Araldite cola mesmo cientistas ao tecto?

AJB, ZAP

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