Ter dinheiro no banco dá prejuízo: mais vale guardá-lo debaixo do colchão

cv VCCP Spain / YouTube

As aplicações bancárias de depósito que existem na maioria dos bancos que actuam em Portugal não compensam, pelo contrário, podem até significar a perda de dinheiro. Mais vale guardá-lo no colchão, diz a DECO.

“Em 10 bancos, abrir uma conta especificamente para aplicar 2.500 euros a um ano significa perder dinheiro, pois cobram mais em comissões de manutenção da conta do que os juros que vai receber”, conclui a DECO, após uma análise feita a 20 bancos que actuam em Portugal.

Neste estudo de mercado para a revista Proteste Investe, a associação de defesa do consumidor  constatou que aplicar dinheiro nos bancos em Portugal “significa perder dinheiro” e que, em 10 dos casos analisados, mais vale deixá-lo “debaixo do colchão”.

A Associação de Defesa do Consumidor constata que os bancos oferecem, para aplicações da ordem dos 2500 euros, juros entre os 1,8 e os 36 euros, enquanto cobram comissões de manutenção de conta que “podem chegar aos 83,2 euros”.

Feitas as contas, esta poupança de 2.500 euros, e tendo em conta o rendimento médio dos depósitos que anda na ordem dos 0,3% anuais, renderia “uns estonteantes 7,5 euros”, ao fim do ano, conforme evidencia a DECO.

Isto é, “menos do que precisaria de receber para fazer face à inflação prevista em 2016 (1,2%) e cerca de 5 a 11 vezes menos do que paga ao próprio banco para este guardar o seu dinheiro e usá-lo em benefício próprio, para se autofinanciar”, conclui a Associação.

A DECO realça a “urgência na aprovação de legislação que proíba as comissões de manutenção, ou que, em alternativa, as permita, mas apenas na medida em que correspondam a encargos pelos serviços adicionais efectivamente prestados ao consumidor”.

A Associação nota ainda que os bancos que actuam online não cobram comissões, “o que os torna mais atractivos para aplicar as pequenas poupanças, mas o rendimento fica abaixo da inflação”.

ZAP

9 COMENTÁRIOS

  1. Entidades de bem? Com a cobertura do Banco de Portugal e governos!
    Oportunistas? Ladrões de incautos? Venha o diabo e escolha a adjectivação.

  2. Pois é, infelizmente tenho visto muita gente a defende-los tipo ai o que seria de nós sem os Bancos, ai governo daqui e dali pois aqui está ao que somos sujeitos sem pestanejar.

  3. Alto lá! A banca é essencial para a economia! Os expedientes que utilizam como os da notícia é que só não são criminalizáveis porque há ‘poderes’ que lhes dão cobertura- Ponto.

    • Será que numa circunstância como esta os portugueses continuam a confiar na banca ou esta é apenas “um mal necessário”, cuja utilidade reside, tão só, na possibilidade que lhes dá de evitarem ter o dinheiro debaixo do colchão? É que os bancos actualmente – serviço de multibanco à parte – pouco mais oferecem ao cliente do que um serviço de “guarda” de dinheiro, pago com juros ridículos e sem controle efectivo por parte do cliente sobre a forma como as suas aplicações estão na realidade a ser utilizadas.
      Uma parte de um texto encontrado sobre o assunto e dai dizer será, acredito que para muitos sim mas para o trabalhador comum hoje em dia nem tanto.

  4. Escolaridade!
    O financiamento internacional da acção socialista (anos 60) e o que veio a seguir com todas as malas cheias a jorrar que nem cascatas – as fundações e empresas de fachada,moradias, flats e facsimile, montes alentejanos, privilégios de “boa informação” – será que inquinou a água potável de Portugal? Bem, como só alguns dos poderes, eleitos e outros instalados parecem inquinados, talvez advenha da falsificação do xarope pr’á tosse ou então será dos profusamente dispersados compensadores de calcio pr’os ossos!?! Nós, lá vamos… Como gente de bem – Os bancos são fundamentais para as economias de países democráticos ou não.

  5. O problema é que salários e pagamento de pensões passa pelos bancos o que nos obriga a necessitarmos deles, quem puder e entender que deverá retirar de lá o seu dinheiro e mantê-lo noutro lugar qualquer acho que está no seu direito de o fazer e assim demonstrar o seu descontentamento por uma situação anormal e injusta.

  6. Então mas se tiver o vencimento no banco já não cobram despesas de manutenção e já não compensa ter debaixo do colchão. Não se fica rico, mas também não perco.

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