União Europeia prepara-se para acabar com os kebabs

alexkehr / Flickr

O Parlamento Europeu debate este mês uma resolução da comissão de Saúde que chumba a utilização de aditivos essenciais à conservação da carne de kebab. Se for aprovada, será o fim do petisco.

A comissão de Saúde do Parlamento Europeu chumbou esta semana uma proposta da Comissão Europeia que permitia a utilização de fosfatos para preservação da carne, de acordo com o El País.

Estes fosfatos são indispensáveis para a conservação dos rolos de carne usados para os famosos kebabs. Quer isto então dizer que, se o plenário do Parlamento Europeu der seguimento a esta resolução aprovada pela comissão de Saúde, será o fim da iguaria na União Europeia.

Aprovada na terça-feira com 32 votos a favor e 22 contra, a resolução da comissão de Saúde do Parlamento Europeu é desfavorável a uma proposta da Comissão Europeia que pretende permitir a utilização de ácido fosfórico, fosfatos e polifosfatos na conservação da carne.

Estes produtos são necessários para manter a carne tenra e para preservar o sabor característico daquele tipo de carne, quer no transporte quer no assador.

O kebab, um prato culturalmente originário da Turquia, popularizou-se na década de 1970, como comida de rua, em Berlim. Hoje, há mais de 200 mil pessoas a trabalhar em restaurantes de kebabs em toda a Europa.

A comissão de Saúde do Parlamento Europeu argumenta a proibição com estudos científicos que relacionam a utilização deste tipo de aditivos com o aumento dos riscos de problemas cardiovasculares.

CE garante que os kebabs não vão acabar

A Comissão Europeia garante que o kebab não está em risco e que a proposta que vai ser debatida este mês no Parlamento Europeu será precisamente para assegurar a segurança alimentar desta iguaria turca.

Em declarações ao Jornal Económico, fonte oficial da Comissão Europeia (CE) garantiu que o kebab não está em risco e que o objetivo é garantir a segurança alimentar, tendo sido proposta a extensão da possibilidade de usar fosfatos, aditivo alimentar necessário à conservação desta carne.

“O aditivo permite uma congelação homogénea que impede o risco de tratamento térmico desequilibrado, garantindo, assim, que as tiras de carne assada servidas aos consumidores são seguras”, explica a mesma fonte ao jornal.

O esclarecimento surge depois do pânico causado pelas notícias dos últimos dias, que davam conta que esta iguaria originária da Turquia poderia ser banida por causa da resolução da comissão de Saúde, que será debatida este mês no Parlamento Europeu, que chumba a utilização de fosfatos, ácido fosfórico e polifosfatos na conservação da carne.

O chumbo veio ao encontro da proposta da Comissão Europeia para expandir o regime de exceção para permitir o uso deste aditivo nos famosos espetos verticais e sobre os quais até agora não havia ainda regulação, conta o jornal.

A comissão de Saúde argumenta a proibição com estudos que relacionam a utilização deste tipo de aditivos com o aumento dos riscos de problemas cardiovasculares.

A CE argumenta que as autorizações ao abrigo do regime de exceção “têm em conta o limite máximo diário recomendado para a ingestão de fosfatos” e, de acordo com a mesma fonte, o projeto já recebeu um forte apoio pelos Estados-membros no Comité permanente onde, em setembro passado, 24 Estados-membros votaram a favor.

Se a proposta da Comissão Europeia for rejeitada, a carne de kebab terá de continuar a ser comercializada sem os tais aditivos, como acontecia até agora, ou seja, fica basicamente tudo como está e o petisco “continua em segurança”.

O kebab popularizou-se, na década de 70, como comida de rua, em Berlim. Hoje, há mais de 200 mil pessoas a trabalhar em restaurantes de kebabs em toda a Europa.

ZAP //

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